FISIOTERAPIA PÉLVICA PARA MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO PUERPÉRIO: REVISÃO DA LITERATURA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.71334/3085-6531.2025v2n1.e0037

Palavras-chave:

Incontinência urinária, Puerpério, Fisioterapia pélvica, Exercícios de Kegel, Eletroestimulação, Low Pressure Fitness

Resumo

A incontinência urinária (IU) é uma condição comum no período pós-parto, geralmente associada ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico decorrente das alterações fisiológicas da gestação e do parto. Essa disfunção pode comprometer significativamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional da mulher, o que reforça a importância de compreender e aplicar estratégias eficazes de tratamento fisioterapêutico. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar os recursos fisioterapêuticos empregados na reabilitação da incontinência urinária em mulheres no pós-parto, observando seus principais efeitos e contribuições. Foi realizada uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e PEDro, contemplando publicações entre 2013 e 2025. Após os critérios de inclusão e exclusão, cinco estudos foram selecionados. Os resultados evidenciaram que os exercícios de Kegel e a estimulação elétrica endovaginal (EEEV) são amplamente utilizados e eficazes para o fortalecimento muscular e o controle urinário, enquanto o método Low Pressure Fitness (LPF) e a estimulação eletromagnética de alta intensidade (HIFEM) apresentaram bons resultados em alguns parâmetros funcionais. Conclui-se que a fisioterapia pélvica exerce papel essencial na recuperação da função do assoalho pélvico, sendo recomendada a introdução precoce das intervenções e o acompanhamento contínuo no pós-parto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARACHO, E. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

BECKERS, J. F. Endocrinology of Pregnancy. In: DE GROOT, L. J.; CHROUSOS, G.; DUNGAN, K. et al. (eds.). Endotext. South Dartmouth: MDText.com, Inc., 2002. Disponível em: <<https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK278962>>. Acesso em: 10 abr. 2025.

CÂNDIDO, F. J. L. F. et al. Incontinência Urinária em Mulheres: breve revisão de fisiopatologia, avaliação e tratamento. Visão Acadêmica, Curitiba, v. 18, n. 3, 2017. Disponível em: <<https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/54506/33509>>. Acesso em: 10 abr. 2025.

CASTRO, R. et al. Incontinência Urinária de Esforço. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2018. [Protocolo, no. 1/Comissão Nacional Especializada em Uroginecologia e Cirurgia Vaginal]

D’ANCONA, C. A. L. Aplicações Clínicas da Urodinâmica. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

DEHGHAN, F. The Effect of Relaxin on the Musculoskeletal System. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, v. 23, n. 6 p. 593–602, 2013. Disponível em:<< https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4282454>>. Acesso em: 8 abr. 2025.

HILDE, G. Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico Pós-parto e Incontinência Urinária. Obstetrics & Gynecology, [S. l.], 2013, p. 1231-1238.

KENTON, Kimberly; GEYNISMAN-TAN, Julia. Neurogenic trauma during delivery. In: CORCOS, Jacques (ed.). Pelvic floor disorders: a multidisciplinary textbook. 2. ed. Cham: Springer, 2019. p. 223–228.

KISNER, C. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 6 ed. São Paulo: Manole, 2016.

LESLIE, S. W. et al. Pudendal nerve stretch during vaginal birth. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025. Disponível em: <<https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562246/. Acesso em: 2 out. 2025>>.

MOOSSDORFF‑STEINHAUSER, H. F. A. et al. Treinamento em Grupo dos Músculos do Assoalho Pélvico Para o Tratamento da Incontinência Urinária Durante a Gravidez e Pós-Parto: Um Ensaio Clínico Randomizado. Pelviperineologia, v. 40, n. 2, p. 67‑75, 2021. Disponível em: << DOI: https://doi.org/10.34057/PPj.2021.40.02.002>> Acesso em: 2 out.2025.

NEME, B. Obstetrícia Básica. 3 ed. São Paulo: Sarvier, 2000.

SIGURDARDOTTIR, T. O Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico Pós-parto pode reduzir a Incontinência Urinária e Anal? Um ensaio clínico randomizado e cego para avaliadores. American Journal of Obstetrics and Gynecology, [S. l.], 2019.

SILANTYEVA, E. Tratamento dos Músculos do Assoalho Pélvico e da incontinência urinária em mulheres paridas: estudo comparativo da tecnologia eletromagnética focalizada de alta intensidade e da eletroestimulação. Medicina Pélvica Feminina e Cirurgia Reconstrutiva, v. 00, n. 00, p. 00-00, 2019.

SULTAN, A. H. et al. Pudendal Nerve Damage During Labour: prospective study before and after childbirth. British Journal of Obstetrics and Gynaecology, v. 101, n. 1, p. 22-28, 1994.

VARGAS, T. M. et al. Efeitos do Exercício Físico Sobre as Disfunções do Assoalho Pélvico. Fisioterapia em Movimento, v. 37, p. e37137, 2024. Disponível em: <<https://doi.org/10.1590/fm.2024.37137>>. Acesso em 2 out 2025.

Downloads

Publicado

2025-11-13

Como Citar

Ferreira Santos, A., Campos dos Santos Gois, F. L., Ribeiro dos Santos, G., Rodrigues Gois, A., da Silva Cavalcante, K., Ferreira Silva, G., … Filoni, E. (2025). FISIOTERAPIA PÉLVICA PARA MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO PUERPÉRIO: REVISÃO DA LITERATURA. Health Promotion Evidence, 2(1 - Fluxo Continuo), e-0037. https://doi.org/10.71334/3085-6531.2025v2n1.e0037

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

1 2 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.